domingo, 29 de maio de 2016

Comparação

Chuva miúda é sinal de longa chuva,
Chuva bem forte sinal de brevidade,
Chuva vai e vem.
Quem nunca sai do lugar?
Sol e estrelas.

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Mudanças

Mudanças.
Aquela aflição
De não entender o que acontece.
A ansiedade
Que precede
Tranformações.

Então, finalmente entendi
os porquês dos acertos
De minhas mudanças
Aparentemente
Intempestivas.

Elas são gestadas
Medidas e pesadas,
Por minha ansiedade.

E só se mostram
Quando consigo entender
O que deve mudar.



quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Nossa Vida

A vida, ai pobre vida,
Não tem culpas.
Responsabilades,
Determinações.

A vida é feita
Com a matéria
cinzenta,
lilás,
amarela
ou verde.

Ou vermelha,
ou azul,
marrom.

A vida pode brilhar,
ser opaca
ou transparente.

Quem pincela,
colore,
modela,
ofusca,
deforma,
dá forma
ou não,
é o que somos, pensamos e queremos.



sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Fantasia

Assistir mais outra vez
ao clássico de pelo menos três gerações
e ouuvir Snape declamar
"seus olhos são iguais aos de sua mãe"
Compensa todos os pedregulhos
que me quer fazer,
a mediocridade,
Acretidar.
Das melhores literaturas de fantasia,
Dramaturgia bendita e profética.
Gracias.



terça-feira, 15 de setembro de 2015

Multidões

Os motivos que agregam multidões
podem ser muito diferentes,
ter vários motivos e origens,
diversas finalidades e objetivos.
Multidões, à parte suas diferenças,
são sempre iguais.

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Privilégios dos não-comuns

A estas horas, madrugada-manhã,
Quem ainda resiste ao sono, como eu,
Já se conforma
Em virar o restinho da maddrugada.
Aproveitar a noite que finda,
Remediar bagunças,
Botar estuddos em dia,
Mas aguardar faceira
O soninho que chegará
Antes da próxima meia noite.
Quem tem esta afeição pela madrugada,
Como eu,
Sofre com os esgares do sol,
Bicho lindo ao meio dia,
Insuportável as seis da manhã.
Quem gosta muito(como eu)
da própria compania,
deleita-se com os ruídos
Que só se pode ouvir
Por estas horas.
Êra gente (como eu),
Que nasceu
Com os ponteiros de sono virados!
Obsoletos e reacionários
Os donos da razão
Que nos querem enquadrar nos horários
De quartéis.
Almas rebeladas,
Voamos, pelas madrugadas,
Degustando as delícias
Só disponíveis aos
amantes das madrugadaas alertas
Que não se rendem aos horários
do sono convencional.

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Profecias Incorretas

Este milênio é estranho.
Pensava, nos idos de 70,
Que a era de Aquário
Seria a plenitude
da paz, solidariedade,
da arte e do amor.

E agora?
Como conviver
Com todo este ódio social,
Com todo este preconceito,
Com tanta desesperança?

Bons anos,
Os anos 70.

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Inveja

Invejo as tartarugas,
Os cágados, os tatus.

Invejo todo e qualquer bicho que tenha uma casca.
Uma casca dura e impenetrável.
Invejo também os animais
que não vivem em matilhas.

Não...
Invejo os animais
Que conseguem viver em matilhas.
Sem canibalismo,
Carnal ou moral.

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Trabalhando

Tudo de novo,
Outra vez,
Mesmo jeito,
Igual antes.
Inda bem
que ao menos
É de meu saber
E prática de vida.

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Sempre Comigo

Não te perdi, meu tio querido.
Te tenho cantando comigo,
tocando vida e violão.
Nunca te perderei, Armindo, tio meu,
Muito mais irmão que tio.
Por isto,
Nunca te chamei de tio.
Te tenho e sempre te terei,
Cantaremos, tocaremos
E outra vez te ouvirei rir.
E contar e cantar.

O rio de Piracicaba
jogou muita água
por meus olhos.

Até daqui um tempo, Mindinho,
Até daqui um tempo.