Moço bonito de olhinhos espremidos,
peito liso,
dentinhos arrebitados,
Fala crespa como maré.
Moço desconfiado,
Moço indeciso e incerto.
Moço carregado de medos,
de remorsos enterrados na alma.
Moço cheio de culpas sublinadas.
Moço dos beijos desconfiados, medo do moço
virado em valentia
para garantir a vida.
Moço de semblante cansado e triste
mesmo quando alegre.
Moço desesperançado,
Moço ressabiado,
tantos foram os enganos e traições.
Mas quando nos amamos,
teu riso deixa escapar nesgas de humanidade,
e entre carinhos e carícias consigo
perceber
alguma dose de solidão e inocência.
Bordados e rendas tecidas pelo fio das palavras. Força caudalosa do pensamento que esparrama fantasmas. Água doce em fartura e fome, medo e paz.
quinta-feira, 20 de setembro de 2018
sexta-feira, 26 de janeiro de 2018
Não Sei
E nós, agora, aqui, meu amor?
- Olhos abertos no rel´gio!
Vens, não vens, não vens, vens?
Se vier será como se fosse
quando era apenas uma dor qualquer,
quando as coisas todas se repetem,
insistindo:
- Miragem!
Te armo, te desarmo,
pra depois de tudo te dizer o que?
Que te quero e me queres?
Que me desespero?
As vezes não sei.
Não sei.
Quebramos nossas resistências,
Nos dissemos coisas que
Não sei, não sei,
Só sei que só eu te posso
E só tu me podes
Dizer as coisas que não sabes e
Dizer as coisas que não sei.
- Olhos abertos no rel´gio!
Vens, não vens, não vens, vens?
Se vier será como se fosse
quando era apenas uma dor qualquer,
quando as coisas todas se repetem,
insistindo:
- Miragem!
Te armo, te desarmo,
pra depois de tudo te dizer o que?
Que te quero e me queres?
Que me desespero?
As vezes não sei.
Não sei.
Quebramos nossas resistências,
Nos dissemos coisas que
Não sei, não sei,
Só sei que só eu te posso
E só tu me podes
Dizer as coisas que não sabes e
Dizer as coisas que não sei.
sexta-feira, 5 de janeiro de 2018
Desencontrados
Nem ainda foste, já dói.
Não vieste.
Já me espreita a saudade.
Os sonhos que não tive, Teu cheiro ainda em mim,
Meus lençóis são tu.
Teu corpo inteiro, tão pouco inteiro meu.
Tão pouco te faço
E sou feliz,
Mas tanto sou
E te faço feliz...
Por muito, te ouço,
Por pouco, ouço a razão.
E então, se não vens,
Me deixas e te deixo.
Como sádica maya de meus dias.
Como cruel carrasco que acarinha,
Mas depois vai.
Não vieste.
Já me espreita a saudade.
Os sonhos que não tive, Teu cheiro ainda em mim,
Meus lençóis são tu.
Teu corpo inteiro, tão pouco inteiro meu.
Tão pouco te faço
E sou feliz,
Mas tanto sou
E te faço feliz...
Por muito, te ouço,
Por pouco, ouço a razão.
E então, se não vens,
Me deixas e te deixo.
Como sádica maya de meus dias.
Como cruel carrasco que acarinha,
Mas depois vai.
sexta-feira, 22 de dezembro de 2017
Meu Amor
Meu amor passeia entre areias, britas, barro e chão.
Meu amor, olhinhos de pardal,
Cheiro mão e beijo de homem.
Não sabe do frio das notícias velhas, meu amor,
Ele me aparece sorridente
Pela manhã,
Me toma e tem e tudo e eu
sou toda deste amor
que nem nunca imaginei
existir.
Meu amor, olhinhos de pardal,
Cheiro mão e beijo de homem.
Não sabe do frio das notícias velhas, meu amor,
Ele me aparece sorridente
Pela manhã,
Me toma e tem e tudo e eu
sou toda deste amor
que nem nunca imaginei
existir.
sábado, 16 de dezembro de 2017
Navegantes
Navegante sou,
Navegando estou,
Quero a marina segura
de teus braços.
Navegantes nós,
Em águas incertas,
Brisa sorrateira e morna,
Único sextante,
Nestes mares
Onde jamais encontramos
O por do Sol.
Navegantes nós.
Ancorados um no outro
Por um fio de seda
Sem nós nem amarras,
Desfiado aos poucos
Por nossos próprios dedos.
Navegando estou,
Quero a marina segura
de teus braços.
Navegantes nós,
Em águas incertas,
Brisa sorrateira e morna,
Único sextante,
Nestes mares
Onde jamais encontramos
O por do Sol.
Navegantes nós.
Ancorados um no outro
Por um fio de seda
Sem nós nem amarras,
Desfiado aos poucos
Por nossos próprios dedos.
sexta-feira, 10 de novembro de 2017
Go Home!
Pois fui verificar as estatísticas do blog.
Um bloguezinho de poesias!
E eu, sindicalista comunista nada prodigiosa
Em meus parcos poeminhas,
Descobri que tenho um grande número de fãs.
Estadunidenses.
Uai!
As coisas estão ruins aqui na terrinha!
Tiraram a presidenta,
Empossaram o impostor,
Aécim soltinho, soltinho,
e os yankees controlando
até poesia de quem não aceita o golpe!
Tres alternativas:
Ou continuem, vocês, greengos,
a me dar audiência;
Ou aprendam alguma coisa com a poesia,
Ou deixem eu e meu país em paz!
Um bloguezinho de poesias!
E eu, sindicalista comunista nada prodigiosa
Em meus parcos poeminhas,
Descobri que tenho um grande número de fãs.
Estadunidenses.
Uai!
As coisas estão ruins aqui na terrinha!
Tiraram a presidenta,
Empossaram o impostor,
Aécim soltinho, soltinho,
e os yankees controlando
até poesia de quem não aceita o golpe!
Tres alternativas:
Ou continuem, vocês, greengos,
a me dar audiência;
Ou aprendam alguma coisa com a poesia,
Ou deixem eu e meu país em paz!
sábado, 28 de outubro de 2017
Plantar
As sementinhas,
As mudas (aquelas que criam raízes n'água)
Os galhinhos,
Cada coisa com seu tempo.
Natureza mágica,
Mãe Terra sábia.
Algumas brotam logo,
Outras custam, custam...
Outras secam para voltar.
Tudo a seu tempo.
Cada planta com seu gênio,
Suas manias, preferências.
Cada sementinha com seus mistérios.
Alecrins, aipins,
Manjericao, manjerona,
Porongos e uvas,
Capim, mato,
Pequeninas flores,
Minúsculas breves.
Mexer na Terra,
Acompanhar cada nascimento,
Cada crescimento silencioso,
É a própria serenidade.
Mexer na Terra
Me fez entender
Uma outra dimensão.
Plantar resgatou
Minha humanidade.
As mudas (aquelas que criam raízes n'água)
Os galhinhos,
Cada coisa com seu tempo.
Natureza mágica,
Mãe Terra sábia.
Algumas brotam logo,
Outras custam, custam...
Outras secam para voltar.
Tudo a seu tempo.
Cada planta com seu gênio,
Suas manias, preferências.
Cada sementinha com seus mistérios.
Alecrins, aipins,
Manjericao, manjerona,
Porongos e uvas,
Capim, mato,
Pequeninas flores,
Minúsculas breves.
Mexer na Terra,
Acompanhar cada nascimento,
Cada crescimento silencioso,
É a própria serenidade.
Mexer na Terra
Me fez entender
Uma outra dimensão.
Plantar resgatou
Minha humanidade.
quinta-feira, 31 de agosto de 2017
Sempre.
Olhos de pardal,
Canto de canário da terra.
Sul, Norte,
Rosa dos ventos sem paradeiro.
Bandeiras içadas,
Bandeiras rasgadas,
Ideologia ferrenha,
paredões inclementes.
Certeza?
A luta.
A magia.
Persistência insana,
desafiante das mazelas diárias.
Eu, tu, como outros
Loucos anônimos insistentes
Capazes de gerar resistência
E seguir perseguindo nossa utopia.
Canto de canário da terra.
Sul, Norte,
Rosa dos ventos sem paradeiro.
Bandeiras içadas,
Bandeiras rasgadas,
Ideologia ferrenha,
paredões inclementes.
Certeza?
A luta.
A magia.
Persistência insana,
desafiante das mazelas diárias.
Eu, tu, como outros
Loucos anônimos insistentes
Capazes de gerar resistência
E seguir perseguindo nossa utopia.
quarta-feira, 23 de agosto de 2017
Os heróis que não morreram de overdose.
Para Waldir Bonh Gass
e Geovani Machado.
Faceirice de dever cumprido,
Cansaço de enredo comprido,
Povo na rua,
Rua em movimento.
Vitória, apesar dos entraves,
Companheirada de história.
Mas história de verdade.
Não estórias.
A luta, o movimento,
Diferença de envolvimento real,
Não virtual,
Comprometimento carregado no peito,
Na alma e na prática.
Quem sabe, faz a hora,
Dizia o poeta,
Pois digo eu,
Tem quem sabe e faz acontecer,
E estes, estufo o peito
Brado em alto e bom som:
São os heróis que sobreviveram
Me orgulho e emociono
De ter partilhado, desde tantos
e tantos e tantos anos
Estes convívios
Que me fazem
Jamais pensar em desistir!
e Geovani Machado.
Faceirice de dever cumprido,
Cansaço de enredo comprido,
Povo na rua,
Rua em movimento.
Vitória, apesar dos entraves,
Companheirada de história.
Mas história de verdade.
Não estórias.
A luta, o movimento,
Diferença de envolvimento real,
Não virtual,
Comprometimento carregado no peito,
Na alma e na prática.
Quem sabe, faz a hora,
Dizia o poeta,
Pois digo eu,
Tem quem sabe e faz acontecer,
E estes, estufo o peito
Brado em alto e bom som:
São os heróis que sobreviveram
Me orgulho e emociono
De ter partilhado, desde tantos
e tantos e tantos anos
Estes convívios
Que me fazem
Jamais pensar em desistir!
quarta-feira, 9 de agosto de 2017
Sobre as voltas do Mundo
Redondo, que é,
O mundo da voltas,
Revira-se em voltas,
Revolta-se
Ou volta exatamente
Para onde cada um de nós
deixou-se ficar.
O mundo da voltas,
Revira-se em voltas,
Revolta-se
Ou volta exatamente
Para onde cada um de nós
deixou-se ficar.
sábado, 22 de abril de 2017
Contos de Fadas e Dragões
Contos de fadas não contam para crianças
que dragões existem.
Crianças conhecem dragões.
Contos de fadas contam para as crianças
que os dragões podem ser derrotados.
que dragões existem.
Crianças conhecem dragões.
Contos de fadas contam para as crianças
que os dragões podem ser derrotados.
quinta-feira, 20 de abril de 2017
Cordel sem rima
Quando acordei da infância as coisas estavam ruins.
Brasil ganhou a copa, verdade.
Curiosa, li em jornais a morte de terroristas,
Descobri que o Brasil era uma democracia
que fazia eleições indiretas.
Aulas de Moral e Cívica,
Ato patriota cantando o hino nacional
(toda semana)
de uniforme. Mão no peito. Sem cochichos.
Aí as cores iniciaram a me transformar.
Rebeldia, sim, do jeito parco
Que moças de família não deveriam sentir.
Anos e tempos, e livros, faculdade,
Para entender e chorar de raiva.
Pixar muros, medo, cuidados muitos,
Nome de guerra... Que orgulho.
A vida seguindo e eu aprendendo.
Já não carecia mais de clandestinidade.
Palavras censuradas eram faladas.
comícios enormes, diretas frustradas,
planos mirabolantes, confiscos,
Volta à rua: Empurra o cara que ele cai.
Caiu. E agora? Ixi!
Feirão de patrimônio, arrocho, tevê faceira.
Mais anos passando e o dia nasceu feliz!
Agora sim, democracia.
Desde cedo ameaçada, incomodada.
Avanços sociais, justiça social pequeninha,
Suficiente para encher pratos - Fome, fora.
Marolas. Código florestal, prato servido
para aplacar latifundiários e pecuaristas.
Crise capitalista resolvida no capitalismo?
Consumo? Aí foi que nos perdemos.
Máquina. Poder. Negociações. concessões.
Mexer em vespeiros? Nem por sonho!
Não fizemos, eles fizeram.
Não taxamos grandes fortunas,
Não cobramos dívidas formidáveis,
Não enquadramos as concessões públicas,
E mesmo assim, formos detestados,
denunciados, caluniados, apedrejados
Até por quem tinha tudo a perder.
Riria agora, se não chorasse pelo Brasil,
Dos manipulados, bestializados,
recém saídos de caverna escura e triste
bradando por mais sol, mais grama, mais calor.
Pessoas de triste figura, estes.
Levaram a democracia embora,
Não perceberam a grande armadilha,
E ainda assim, demoram a reconhecer.
E eu, que já vivi muitas das cores,
preparo minhas vestes cinza e
economizo poucas alegrias.
Frente ao descalabro revoltante
já sinto a chibata em mim e nos meus.
Os tempos já foram melhores,
quanto tempo levaremos desta vez
para ver outra vez
o dia nascer feliz?
Brasil ganhou a copa, verdade.
Curiosa, li em jornais a morte de terroristas,
Descobri que o Brasil era uma democracia
que fazia eleições indiretas.
Aulas de Moral e Cívica,
Ato patriota cantando o hino nacional
(toda semana)
de uniforme. Mão no peito. Sem cochichos.
Aí as cores iniciaram a me transformar.
Rebeldia, sim, do jeito parco
Que moças de família não deveriam sentir.
Anos e tempos, e livros, faculdade,
Para entender e chorar de raiva.
Pixar muros, medo, cuidados muitos,
Nome de guerra... Que orgulho.
A vida seguindo e eu aprendendo.
Já não carecia mais de clandestinidade.
Palavras censuradas eram faladas.
comícios enormes, diretas frustradas,
planos mirabolantes, confiscos,
Volta à rua: Empurra o cara que ele cai.
Caiu. E agora? Ixi!
Feirão de patrimônio, arrocho, tevê faceira.
Mais anos passando e o dia nasceu feliz!
Agora sim, democracia.
Desde cedo ameaçada, incomodada.
Avanços sociais, justiça social pequeninha,
Suficiente para encher pratos - Fome, fora.
Marolas. Código florestal, prato servido
para aplacar latifundiários e pecuaristas.
Crise capitalista resolvida no capitalismo?
Consumo? Aí foi que nos perdemos.
Máquina. Poder. Negociações. concessões.
Mexer em vespeiros? Nem por sonho!
Não fizemos, eles fizeram.
Não taxamos grandes fortunas,
Não cobramos dívidas formidáveis,
Não enquadramos as concessões públicas,
E mesmo assim, formos detestados,
denunciados, caluniados, apedrejados
Até por quem tinha tudo a perder.
Riria agora, se não chorasse pelo Brasil,
Dos manipulados, bestializados,
recém saídos de caverna escura e triste
bradando por mais sol, mais grama, mais calor.
Pessoas de triste figura, estes.
Levaram a democracia embora,
Não perceberam a grande armadilha,
E ainda assim, demoram a reconhecer.
E eu, que já vivi muitas das cores,
preparo minhas vestes cinza e
economizo poucas alegrias.
Frente ao descalabro revoltante
já sinto a chibata em mim e nos meus.
Os tempos já foram melhores,
quanto tempo levaremos desta vez
para ver outra vez
o dia nascer feliz?
domingo, 19 de março de 2017
Maria Regina
Regina Maria, Maria primeiro,
Guria bonita que eu conheci
Nos tempos de glória, nos Glórias da vida,
Regina amiga do fundo da sala.
O tempo que voa não tira da mente
Pessoa mimosa que nunca mais vi.
Maria Regina, não sei onde foi,
Os ventos da vida levaram a nós.
Eu fui por ali, por aqui e Regina
Voou para lá, para cá, e como eu,
Passou alegria, incerteza, tristeza,
A dor e o medo, ergueu a cabeça,
Traçou seu caminho do jeito que deu.
A última vez que encontrei com Regina,
Na beira do lago, verão sol a pino,
Estávamos mal, as duas sofridas,
Nos idos de 80, que tempo que faz!
Só lembro da imagem e do sentimento,
De poucas palavras trocadas ali.
Eu Bruxa, tu Bruxa, Que lua nos rege?
Quais são nossos céus, qual nosso cristal?
Regina, colega, relógios insanos,
De nós não levaram a força e a fé!
Me mande notícias, de ti e dos teus,
E mando daqui te dizer que vou bem!
A idade passada para mim foi bondosa,
Para ti deve ter sido boa também.
Despeço-me alegre, saudosa e querendo,
Te ver confiante, em paz e feliz!
Guria bonita que eu conheci
Nos tempos de glória, nos Glórias da vida,
Regina amiga do fundo da sala.
O tempo que voa não tira da mente
Pessoa mimosa que nunca mais vi.
Maria Regina, não sei onde foi,
Os ventos da vida levaram a nós.
Eu fui por ali, por aqui e Regina
Voou para lá, para cá, e como eu,
Passou alegria, incerteza, tristeza,
A dor e o medo, ergueu a cabeça,
Traçou seu caminho do jeito que deu.
A última vez que encontrei com Regina,
Na beira do lago, verão sol a pino,
Estávamos mal, as duas sofridas,
Nos idos de 80, que tempo que faz!
Só lembro da imagem e do sentimento,
De poucas palavras trocadas ali.
Eu Bruxa, tu Bruxa, Que lua nos rege?
Quais são nossos céus, qual nosso cristal?
Regina, colega, relógios insanos,
De nós não levaram a força e a fé!
Me mande notícias, de ti e dos teus,
E mando daqui te dizer que vou bem!
A idade passada para mim foi bondosa,
Para ti deve ter sido boa também.
Despeço-me alegre, saudosa e querendo,
Te ver confiante, em paz e feliz!
quinta-feira, 16 de março de 2017
Perceber
... O quanto ainda não sei.
Quantos caminhos terei para trilhar,
Quantos serão os portos
Que descobrirei...
Conhecer tanto mais
Que o mundo tem para mostrar,
Formigas, folhas, pedras,
Elefantes e gotas de chuva.
Percebo a realidade prismada
Em muitos tons,
De tantas formas e sons e sabores,
Percebo que nada é o que se mostra,
Não como enxerga o olho sem lente,
Nada é exatamente como
Imaginamos ser o que se vê.
Quantos caminhos terei para trilhar,
Quantos serão os portos
Que descobrirei...
Conhecer tanto mais
Que o mundo tem para mostrar,
Formigas, folhas, pedras,
Elefantes e gotas de chuva.
Percebo a realidade prismada
Em muitos tons,
De tantas formas e sons e sabores,
Percebo que nada é o que se mostra,
Não como enxerga o olho sem lente,
Nada é exatamente como
Imaginamos ser o que se vê.
sexta-feira, 10 de março de 2017
Sempre.
Não foram só pancadas de chuva.
Um tornado de proporções
Pinkfloydianas
Tomou minha noite,
Tornando-a
Melodiosa.
Eternidades são raras,
E mais raras ainda
Músicas eternas,
Plenamente belas,
Aquelas
Atemporais, perenes
E insubstituíveis.
Um tornado de proporções
Pinkfloydianas
Tomou minha noite,
Tornando-a
Melodiosa.
Eternidades são raras,
E mais raras ainda
Músicas eternas,
Plenamente belas,
Aquelas
Atemporais, perenes
E insubstituíveis.
terça-feira, 7 de março de 2017
Estraño a mi calle (saudades de minha rua)

Extraño a mi calle.
La señorita de los Suspiros.
Me he dejado allí las lágrimas ya no tienen?
Extraño a mi calle sinuosa.
mi amor olvidado.
Los años pasan, y no estoy de nuevo en mi calle.
Pisando las rocas dentadas,
El daño de los pies en el camino,
Y si nunca olvidé mi calle,
Es a causa de allí, se quedó.
Saudades de minha rua.
Saudades dos suspiros.
Terei eu lá deixado as lágrimas que já não tenho?
Saudades de minha rua sinuosa.
de meus amores esquecidos.
Os anos passam, e lá estou outra vez em minha rua.
Pisando as pedras irregulares,
Machucando meus pés no caminho,
E se nunca esqueci minha rua,
É porque de lá, nunca saí.
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017
Reposição
Pedaços de lembranças
desaparecem e levam seus rastros.
Espaço vital
para as novas imagens
e cores e cheiros e
lembranças mais bonitas.
desaparecem e levam seus rastros.
Espaço vital
para as novas imagens
e cores e cheiros e
lembranças mais bonitas.
segunda-feira, 14 de novembro de 2016
terça-feira, 8 de novembro de 2016
Fuga
Presas tem pressa em partir.
Armadilhas, dentes ou armas,
Todas elas e quaisquer umas
Tem que ser vencidas com rapidez,
Antes que as vítimas acostumem
Com a dor,
Prisão,
Amarras e servidão.
Presas inconformadas
São vitoriosas,
Mesmo que deixem nas redes
pedaços de si.
Armadilhas, dentes ou armas,
Todas elas e quaisquer umas
Tem que ser vencidas com rapidez,
Antes que as vítimas acostumem
Com a dor,
Prisão,
Amarras e servidão.
Presas inconformadas
São vitoriosas,
Mesmo que deixem nas redes
pedaços de si.
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